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Física Sem Fronteiras traz textos e vídeos com conceitos, conteúdo diferenciado, dicas, macetes e EXERCÍCIOS INÉDITOS NO FORMATO ENEM TODA SEMANA!!! Enfim: um verdadeiro arsenal para você detonar no ENEM e outros vestibulares. Facilitamos a parte chata da vida... para você ter tempo para as coisas boas da vida!!!

17 abril 2016

RESPOSTA DA QUESTÃO: ONDAS: O PROBLEMA DO SONAR NO AVIÃO

16:53 // by Prof. Simon Clay // // No comments



SOLUÇÃO 

Vamos descrever como seria calculada a profundidade local do mar por um sonar em um navio, considerando que o projeto prevê a emissão do som acima da superfície da água. Obviamente, vamos supor que o sinal pudesse atravessar a água com perda insignificante de energia devido à reflexão na superfície da água.

O som se propaga em linha reta e com velocidade constante num mesmo meio. Logo, descreve movimento retilíneo e uniforme. O tempo total de ida e volta pode  ser calculado por:
Mas, por simetria, tida = tvolta. Logo:
A profundidade local é H, a altura do sonar em relação à superfície da água é h, a velocidade do som no ar é var e a velocidade do som na água é vágua. Lembrando que o movimento do som é uniforme, temos:

Igualando 1 e 2, vem:
Desta forma, pode-se calcular a profundidade local H, conhecendo-se os valores das demais grandezas envolvidas, h, var, e vágua.
O problema da inaplicabilidade desta tecnologia em aviões é o seguinte:
Necessita-se colher o sinal de retorno da onda sonora. Para isso, é preciso que o receptor (o sonar) esteja situado numa posição tal que no momento em que o som retornar, a posição do sonar e, portanto, do móvel que está instalado, permita captar o sinal de retorno e efetuar-se os cálculos. Como o navio se move com velocidade bem menor que um avião, isto é perfeitamente possível. Mas, no caso do avião, a velocidade de deslocamento horizontal é grande, além da altura em relação à superfície ser bem maior que a altura correspondente a um sonar instalado num navio, ou do contrário, o avião teria que descrever vôos rasantes, o que representaria um perigo adicional para a aeronave (como possíveis colisões com as ondas do mar, por exemplo). Então, no tempo gasto para o ultrassom ir e voltar o avião teria se deslocado por uma distância bem maior que o navio, levando a uma possível não-captação do sinal de retorno, o que inviabilizaria o uso da tecnologia.
O outro fator que torna inadequada esta aplicação em aviões é o que foi considerado no texto, que é a perda de sinal por reflexão. O fato do sonar perder potência ao refletir-se na água é devido ao fator de impedância acústica. A impedância acústica mede a resistência oferecida por um meio à propagação sonora. O que ocorre é quanto maior a diferença de impedância acústica entre dois meios, maior a parcela de raios que são refletidos na interface de separação dos meios durante o processo de refração sonora. Como a diferença de impedância acústica entre o ar e a água é enorme, uma parcela substancial de ondas pode ser refletida, fazendo com que haja uma diminuição da parcela refratada e que irá incidir no fundo do mar com posterior captação pelo sonar. E isto pode comprometer a qualidade do sinal recebido pelo aparelho de modo a não ser possível sensibilizá-lo, ou seja, fazer com que ele seja capaz de captar este sinal de retorno. No caso do navio isto, este problema é muito fácil de ser resolvido: é só instalar o sonar diretamente dentro d’água!
Obs.: Os aviões utilizam os radares para a detecção de obstáculos. O radar utiliza o mesmo princípio em que se baseia o sonar. Porém, utiliza ondas eletromagnéticas ao invés de ondas sonoras. Como as ondas eletromagnéticas se movem à velocidade da luz, a distância que o avião se desloca durante o tempo de ida e volta do sinal é pequena (comparativamente à distância em que o sinal se desloca), o que viabiliza a aplicação da tecnologia de radar. 



POSSÍVEIS PENSAMENTOS DO ALUNO AO RESPONDER AO RESPONDER À QUESTÃO:

A. ERRADA. possibilidade de ocorrer efeito Doppler no processo, utilizando-se aviões. O aluno crê que a ocorrência do efeito Doppler possa ser prejudicial ao processo de detecção das ondas de retorno, já que há alteração na frequência da onda recebida pelo receptor (sonar no avião) que se encontra em movimento relativo à fonte de ondas secundárias (o fundo do mar). Não entende que o efeito Doppler em nada prejudicaria o processo, bastando que nos cálculos fossem previstas a sua equação e ocorrência. Não leva em conta, também, que o sonar no navio deve prever esta ocorrência, ainda que em menor grau (o navio se movimenta à medida em que o som se desloca). 
B. ERRADA. diferença entre os princípios de sustentação mecânica de navios e aviões. O aluno tem conhecimento de que os processos de sustentação do navio e avião são diferentes: princípio de Arquimedes para o navio, e princípio de Bernoulli para o avião. Acredita que a impraticabilidade esteja nesta diferença, como se o navio fosse mais “estável” para aplicar o processo em que se baseia o sonar.
C. ERRRADA. ocorrência de refração do ultrassom, invariavelmente, se emitido por aviões. O aluno sabe que a refração altera a velocidade da onda e conclui que esta alteração impossibilita o uso do dispositivo pelo avião, já que o som teria que, necessariamente, passar do ar para a água (o que poderia ser evitado em navios quando do projeto do sonar, já que navegam sobre a superfície da água). Não entende que, de posse dos dados característicos das grandezas associadas ao ultrassom nos diferentes meios é plenamente possível realizar os cálculos envolvidos no processo, desde que as ondas refratadas continuassem com potência adequada para sensibilizar o sonar. Outra possibilidade é o aluno ter entendido que para que o sonar funcione como detector de profundidades é necessário que haja refração da onda emitida pelo avião (que provém do ar), o que é correto, já que durante o processo há perda do sinal por reflexão na superfície da água. Porém, é uma falta de atenção, já que o enunciado não pede este, mas, sim, outro motivo que torna inadequado o seu uso em aviões.
D. CERTA. diferença de velocidades horizontais de deslocamento entre aviões e navios. O aluno entendeu que a impossibilidade reside na rapidez de deslocamento do avião ser muito maior do que o navio, o que pode ocasionar perda ou não detecção do sinal refletido, inutilizando o processo de cálculo utilizado pelo sonar.
E. ERRADA. impossibilidade de aviões utilizarem ondas mecânicas na detecção de obstáculos. O aluno não se atenta ao que diz o texto. Tem conhecimento de que aviões utilizam radares para detecções de obstáculos, que por sua vez utilizam ondas eletromagnéticas. Porém, não percebe que a tecnologia em questão utiliza ondas mecânicas em seu projeto, independente de onde será utilizada. Acredita que o avião só pode utilizar o radar.  

RESPOSTA DA QUESTÃO: CINEMÁTICA: O PROBLEMA DA VIAGEM COM HORA MARCADA

16:40 // by Prof. Simon Clay // // No comments



Solução

Vamos, inicialmente, dar um exemplo de como é calculada a velocidade média escalar VM de um móvel. Suponha que a distância entre duas cidades seja de 400 km e que o motorista leve 5 h para percorrer este trecho. Logo:

Mas o que este resultado nos diz?
Sabe-se que é praticamente impossível que um ônibus de viagem, num percurso de 400 km, mantenha o módulo de sua velocidade constante e igual a 80 km/h. É óbvio que o ônibus sofrerá alterações no valor de velocidade (para arrancar, nas ultrapassagens, etc.). Logo, esse valor nos diz que se fosse possível percorrer o trecho de 400 km com uma velocidade constante de        80 km/h, gastar-se-ia o mesmo tempo que se gasta com as variações de velocidade próprias do percurso. Como as empresas estabelecem regras de percurso para seus motoristas (como a velocidade máxima a ser atingida, os procedimentos de ultrapassagem e segurança em geral, etc.), podemos supor que o comportamento da variação de velocidade seguirá um padrão. Este padrão equivale a se trafegar com um suposto valor constante de velocidade do qual resultará um mesmo tempo de viagem em ambos os casos.

POSSÍVEIS PENSAMENTOS DO ALUNO AO RESPONDER AO RESPONDER À QUESTÃO:

A. ERRADA. taxa média de consumo de combustível. O aluno tem conhecimento de que a taxa média de consumo de combustível fornece, com boa aproximação, a autonomia (distância que se percorre utilizando-se todo o combustível do tanque, sem reposição) do veículo. Porém confunde km/l (unidade de consumo médio de combustível) com km/h, de onde vem a confusão relativa ao tempo de viagem previsto.
B. ERRADA. potência útil fornecida pelo motor do veículo. O aluno atribui a potência do veículo ao tempo de viagem pois entende que se o percurso fosse feito com um veículo de maior potência o tempo gasto poderia ser menor. Não entende que o item não se trata de uma comparação entre tempos, mas sim de um tempo baseado num comportamento cinemático constante.
C. ERRADA. velocidade  instantânea registrada no velocímetro. O aluno compreende que o fato se deve ao comportamento da velocidade do veículo. Porém, conclui, erroneamente que a velocidade em questão é a registrada no velocímetro ( que é a instantânea), ao invés de considerar a velocidade média.
D. ERRADA. energia cinética associada ao movimento do ônibus. O aluno entende, erroneamente, que como o tempo depende de como o veículo se movimenta, ele deve depender da energia associada ao movimento, que é a energia cinética. Não entende que isso seria relativamente útil num caso cuja abordagem fosse da conversão  de uma energia em outra, o que não é o caso do item.
E. CERTA. velocidade média com que se costuma fazer a viagem. O aluno entendeu, corretamente, que o tempo será determinado pelo comportamento médio da velocidade do veículo ao longo do percurso.






11 abril 2016

ONDAS: O PROBLEMA DO SONAR NO AVIÃO (solução completa na sexta, dia 15)

20:53 // by Prof. Simon Clay // , , , // No comments

O Sonar (sigla para Sound Navigation and Ranging) é um dispositivo que usa a propagação sonora com o intuito de navegação, comunicação ou detecção de objetos na ou sob a superfície da água.  Consiste na emissão de pulsos de ultrassons e a sua posterior detecção por este dispositivo após a reflexão do som numa superfície (como o fundo do mar, por exemplo). A partir do tempo gasto na ida e volta do som emitido e dos valores das grandezas associadas ao som, é possível determinar-se a profundidade local do mar.
Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em 29 mar. 2015 (adaptado).
Considere o uso do sonar com o intuito de detectar a profundidade local do mar. Este tipo de aplicação é muito usada em navios, mais é inadequada para  ser utilizado em aviões. Um dos motivos é a perda de sinal por reflexão na superfície da água.
Um outro motivo que torna esta aplicação do sonar inadequada a aviões é a

A possibilidade de ocorrer efeito Doppler no processo, utilizando-se aviões.
B diferença entre os princípios de sustentação mecânica de navios e aviões.
C ocorrência de refração do ultrassom, invariavelmente, se emitido por aviões.
D diferença de velocidades horizontais de deslocamento entre aviões e navios.
E impossibilidade de aviões utilizarem ondas mecânicas na detecção de obstáculos.

CINEMÁTICA: O PROBLEMA DA VIAGEM COM HORA MARCADA (solução completa na sexta, dia 15)

A figura abaixo foi retirada de um anúncio veiculado no site de uma empresa de ônibus.



 Disponível em: http://aws.viacaoouroeprata.com.br. Acesso em 14 abr. 2015.

Observa-se que a empresa consegue prever o horário de chegada do veículo em um certo destino a partir do horário em que ele partiu de uma determinada cidade. Esta previsão baseia-se em uma grandeza física que é determinante neste tipo de cálculo para percursos terrestres, supondo não haver imprevistos que possam atrasar o andamento normal da viagem.
Tal grandeza é a

A taxa média de consumo de combustível.
B potência útil fornecida pelo motor do veículo.
C velocidade  instantânea registrada no velocímetro.
D energia cinética associada ao movimento do ônibus.
E velocidade média com que se costuma fazer a viagem.

08 abril 2016

RESPOSTA DA QUESTÃO: DEGUSTAÇÃO PARTE 02: UNIDADES DE MEDIDA

18:47 // by Prof. Simon Clay // // No comments

LETRA B

Solução:
Algumas grandezas, quando expressas em certas unidades, aparecem representadas por números enormes ou números que fogem ao senso comum. Fazendo-se a conversão de uma unidade para outra mais apropriada ao entendimento comum, facilita-se a compreensão da comparação de grandezas. Assim, ao expressar uma distância em anos-luz, por exemplo, temos um número mais fácil de entendimento (um número pequeno e inteligível por todos) ao passo que, se representássemos essa mesma distância em metros, teríamos uma potência de dez representando um número gigantesco (tente escrever o número de Avogadro 6,02 x 1023   por extenso e verá o que quero dizer, hehe!). O mesmo ocorre com o exemplo em decibéis.

POSSÍVEIS PENSAMENTOS DO ALUNO AO RESPONDER AO RESPONDER À QUESTÃO:

A. ERRADA. à impossibilidade do entendimento comum quando se utilizam certas unidades de medida. O uso de uma certa unidade pode dificultar o entendimento , mas não impossibilitá-lo.

B. CERTA. ao fato de certas unidades de medida  fornecerem números menores e/ou mais simples facilitando o entendimento comum quando comparamos grandezas. O único motivo de se preterir uma unidade à outra é a facilitação do entendimento quando se comparam grandezas.

C. ERRADA. à adequação das unidades de medida às unidades utilizadas pelo Sistema Internacional de Unidades. O S.I. é apenas um sistema que possibilita a padronização das grandezas científicas quando se trabalha com elas, a fim de se evitar o retrabalho de conversão de unidades quando das análises ou cálculos, não sendo, portanto, uma regra a ser seguida em todo caso.

D. ERRADA. ao fato de algumas unidades de medida  serem impossíveis de se representar graficamente. A representação gráfica depende, somente, da coerência entre as unidades e não da unidade em si.

E. ERRADA. a uma impossibilidade de predição de fenômenos por sistemas computacionais quando se é utilizada uma certa unidade de medida. O uso de diferentes unidades num sistema computacional não impede que o sistema faça cálculos (desde que os dados sejam representados nas unidades utilizadas nos programa de computador). Portanto, não impossibilita a previsão matemática de fenômenos.
 

RESPOSTA DA QUESTÃO: DEGUSTAÇÃO: PARTE 01 - MOVIMENTO UNIFORME

18:30 // by Prof. Simon Clay // // No comments

LETRA E

Solução:
Considerando-se as distâncias relativas entre as naves, as posições iniciais de cada uma delas e a orientação da trajetória são dadas na figura abaixo:


As funções horárias das naves são dadas pela expressão S = So + vt (M.U.). Logo:

SA = 1000 t
SB = 800 + 400t
SC = 2000 + 1200t
Para que o móvel A esteja a meia distância de cada nave, podemos equacionar:
SA - SB = SC – SA  (a distância da nave A à nave B (atrás de A) é igual à distância da nave A à nave C (à sua frente)). Donde:
1000t – (800 + 400t) = 2000 + 1200t – (1000t)
600t – 800 = 2000 + 200t
Donde, t = 7,0 s.

Obs.:
A ilustração abaixo esclarece melhor o exposto em T = 7 s (faça as contas). São indicadas as posições instantâneas de cada nave na trajetória, contadas a partir da origem (= 0), bem como as distâncias de separação relativas neste instante:




POSSÍVEIS PENSAMENTOS DO ALUNO AO RESPONDER AO RESPONDER À QUESTÃO:

A. ERRADA. 0,60. O aluno entende que o item é resolvido em termos da igualdade entre as diferenças das equações de posição, mas equaciona o problema de forma errada, fazendo: SA - SB = SA – SC, donde:
1000t – (800 + 400t) = 1000t – (2000 + 1200t)
1000t - 800 – 400 = 1000t – 2000 – 1200t
resultando em t = - 0,60 s, o qual é tomado em módulo = 0,60 s.

B. ERRADA. 0,70. O aluno julga que, sendo os movimentos uniformes, a velocidade média é a média aritmética das velocidades (o que é um erro) e faz:
Vm = (VA + VB + VC) / 3 = 2600 km/h. Leva este valor na equação de um MU, considerando o valor da distância como sendo 800 + 1200 = 2000 km. Faz:
T = D / Vm = 2000 / 2600 = 0,70 s.

C. ERRADA. 1,5. O aluno entende que o item é resolvido em termos da igualdade entre as diferenças das equações de posição, mas equaciona o problema de forma errada, fazendo:    SB – SA = SC – SA, donde:
800 + 400t – 1000t = 2000 + 1200t – 1000t
800 – 600t = 2000 + 200t
Resultando em t = - 1,5 s, o qual é tomado em módulo = 1, 5 s.

D. ERRADA. 5,0. O aluno equaciona, corretamente, o problema. Porém, comete o deslize de considerar para a posição inicial da nave C (a partir da origem sendo zero) o valor de 1200 km (quando na verdade é de 2000 km) e faz:
SA - SB = SC – SA 
1000t – (800 + 400t) = 1200 + 1200t – (1000t)
600t – 800 = 00 + 2000t , donde T = 5,0 s.

E.CERTA. 7,0. O aluno equaciona, corretamente, a situação a partir da igualdade entre as diferenças entre as equações de posição e chega ao resultado esperado.